
Sou eu... De todas as vezes eu, a bater na porta. Ninguém abre. Sempre fechada. Porquê?
Eu tenho a chave, e tento com muita força, muita força, muita...força.
O sol, queima-me a pele, os olhos ardem de mais, a voz, aprisionada nesse raio luminoso que me queimou, deixa de ser a minha.
Peço muito, imploro. Ninguém ouve. Deixem-me entrar! Deixam todos. Todos.
Porque não eu?
Deram-me uma chave estragada e agora fico fora, sozinha.
De dentro vem o som do quentinho deles, cá fora o frio do silêncio.
Eu só quero entrar.
Por um pouco apenas, para saber que o amor não é a fábula dos sonhos mais tristes, das noites pálidas de inverno.
Fico num canto sem me mexer, prometo.
Quieta, apenas aquecendo-me no som da chave a saber rodar e abrir a porta.
Sou eu... De todas as vezes, eu. Ninguém abre. Ninguém. Abre.
Eu tenho a chave, e tento com muita força, muita força, muita...força.
O sol, queima-me a pele, os olhos ardem de mais, a voz, aprisionada nesse raio luminoso que me queimou, deixa de ser a minha.
Peço muito, imploro. Ninguém ouve. Deixem-me entrar! Deixam todos. Todos.
Porque não eu?
Deram-me uma chave estragada e agora fico fora, sozinha.
De dentro vem o som do quentinho deles, cá fora o frio do silêncio.
Eu só quero entrar.
Por um pouco apenas, para saber que o amor não é a fábula dos sonhos mais tristes, das noites pálidas de inverno.
Fico num canto sem me mexer, prometo.
Quieta, apenas aquecendo-me no som da chave a saber rodar e abrir a porta.
Sou eu... De todas as vezes, eu. Ninguém abre. Ninguém. Abre.
Elda Costa
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