quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Acordei a cantar...

Belissima musica....


quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Não peçam mais de mim...


Hoje acordei e pensei em como queria ser um pouco de Alberto Caeiro e conseguir não pensar, existindo apenas.
Hoje acordei e apetece-me apenas ser, nada mais, por isso, não me peçam nada. Não peçam mais de mim.
Dei tudo o que tinha, agora preciso voltar ao silêncio para nele engravidadr do mundo novamente, voltar a nascer e poder dar-me de novo.
Não consigo evitar. De todas as vezes que renasço nem um pouco de mim guardo. Tudo o que sou. Isso tudo dou.
Não que o mundo tenha necessidade de mim. Eu tenho necessidade dele. Preciso de me entregar para que saiba que eu existo.
Mas hoje, não tenho nada para dar. Estou vazia.
Tudo à minha volta é mentira e ilusão. Todos queremos viver, mas disso mesmo fugimos em cada dia.
As pedras do caminho são muito grandes e voltamos para casa, amedrontados.
Nada é culpa tua. A frase preferida do cérebro, enganador e corrupto.
A culpa é do vento, do ar, das plantas: tua (minha), não!
Eu sempre tentei em tudo ser justa e fugir deste ciclo que caracteriza o animal Homem, (sem nunca o conseguir de facto), hoje, não posso mais.
Preciso de estar sozinha, no silêncio, para nascer de novo e me reconciliar comigo. Só assim poderei voltar a viver, fugindo da vida.
Não peçam mais de mim.
Dar-me foi natural, senti que era desejada sem o ser, quando me recebiam.
Agora, deixem-me sozinha por um pouco e voltarei e neste pouco nem vão sentir que não estive, mas quando voltar e vos deixar comerem-me a alma outra vez, vão entender que no puco estavam fracos, tristes, cegos... sem mim.

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Mais uma vez... Não sei o que digo....


Sou eu... De todas as vezes eu, a bater na porta. Ninguém abre. Sempre fechada. Porquê?
Eu tenho a chave, e tento com muita força, muita força, muita...força.
O sol, queima-me a pele, os olhos ardem de mais, a voz, aprisionada nesse raio luminoso que me queimou, deixa de ser a minha.
Peço muito, imploro. Ninguém ouve. Deixem-me entrar! Deixam todos. Todos.
Porque não eu?
Deram-me uma chave estragada e agora fico fora, sozinha.
De dentro vem o som do quentinho deles, cá fora o frio do silêncio.
Eu só quero entrar.
Por um pouco apenas, para saber que o amor não é a fábula dos sonhos mais tristes, das noites pálidas de inverno.
Fico num canto sem me mexer, prometo.
Quieta, apenas aquecendo-me no som da chave a saber rodar e abrir a porta.
Sou eu... De todas as vezes, eu. Ninguém abre. Ninguém. Abre.


Elda Costa